Quinta Ervamoira

Ervamoira

 

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Em 1974, José António Ramos Pinto Rosas, então administrador da Casa Ramos Pinto, procurava persistentemente uma quinta em terreno pouco acidentado que permitisse a mecanização, porque já nessa altura se fazia sentir a escassez e o elevado custo da mão-de-obra no Douro. Estudando inclusivamente as cartas militares, encontrou e adquiriu a Quinta de Santa Maria, rebaptizada como Quinta da Ervamoira, aquela que viria a tornar-se quinta modelo em toda a região duriense.
Dois anos mais tarde, com o auxílio do sobrinho João Nicolau de Almeida, José Rosas lançou mãos ao projecto de estudar e seleccionar as cinco melhores castas e trabalhar apenas com o material seleccionado, pensando já não só no Vinho do Porto, mas também no Vinho de Mesa. Este trabalho conjunto tornou Ervamoira um projecto-piloto, a primeira Quinta do Douro a ser plantada ao alto e por talhões.

A cada talhão correspondia uma casta diferente, acabando-se assim com a mistura de castas na mesma vinha. O resultado deste estudo viria a ser apresentado numa comunicação proferida por ambos, em 1981, na Universidade de Trás-os-Montes.
Apesar da polémica gerada, as conclusões deste estudo foram aceites pelo Banco Mundial, que autorizou a plantação de 2500 novos ha de vinha.
Com o início da construção da barragem do Côa, a Quinta de Ervamoira correu o risco de desaparecer submersa. A descoberta das gravuras rupestres do Vale do Côa, fez nascer uma nova esperança para todos os inconformados com a perda de muitos anos de trabalho, excelentes resultados, avultados investimentos e, no fim de contas, com o desaparecimento de uma paisagem única que, afinal, já os homens do paleolítico tinham sabido apreciar.

Ervamoira livrar-se-ia do pesadelo do afogamento, quando em 1996 o governo recentemente eleito se decidiu pela interrupção definitiva das obras da barragem.
Respeitando uma tradição já tão antiga quanto a sua própria história, a Casa Ramos Pinto não deixou de dar importância aos aspectos culturais que rodeavam a história da Quinta de Ervamoira. No sentido de os dar a conhecer ao público, investiu na criação de um museu de sítio, inaugurado em 1997 pelo então Ministro da Cultura, o Prof. Doutor Manuel Maria Carrilho.
Com a decisão da UNESCO de elevar as gravuras do Vale do Côa à categoria de Património da Humanidade, a Quinta de Ervamoira teve o privilégio de se converter na primeira quinta vinhateira a usufruir do título de Património da Humanidade.




Características Vitivinícolas
A Quinta de Ervamoira localiza-se na região do Douro, sub-região do Douro Superior, na freguesia de Muxagata, Vila Nova de Foz Côa. Possuindo 234 ha de área total, que oscila entre os 110 m e os 340 m de altitude, esta Quinta detém 150 ha de área de vinha com uma média de 30 anos de idade. Em Ervamoira foi exclusivamente utilizada a forma de plantação vertical. Das castas aí produzidas apenas 10% são brancas. Dos restantes 90%, 32% pertencem à casta Touriga Nacional, 22% à Touriga Franca, 11% à Tinta Roriz, 7% à Tinta Barroca, 7% à Tinta da Barca e 21% de mistura.



Museu de Sítio de Ervamoira
Quinta de Ervamoira - Vila Nova de Foz Côa
Tel. +351 279 759 229 / Telm. +351 935 263 490 / +351 932 992 533 / Fax +351 223 775 099
Visitas com marcação prévia

“150 ha de vinha que variam entre os 110 m e os 340 m de altitude”

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